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Pósfácio do livro Linda de Viver – Breathless, de J Occhi | Josué Cardoso, onde a palavra corre feito um rio pela selva úmida, abriga os diamantes da alma e ancora-se na psicofilosofia humana.

Posfácio

Rodrigo Quandt Behringer

    Escrever esta narrativa foi, em essência, um exercício de tradução. Ao acompanhar Maya desde as listras pálidas de sol que desenhavam incertezas em seu lençol de linho, até o calor vibrante da varanda em Prudentópolis, percebi que a verdadeira alameda deste enredo não se encontra nos mapas, mas no milagre de "ganhar espaço".
    A travessia que começou sob a lâmina fria da metrópole e as memórias de um Chicago em preto e branco encontrou sua cor definitiva no barro vermelho da fé. Se no início Maya era um rascunho de sonhos desenhados em papel vegetal — uma modelo de incertezas escondendo a escritora sob a pele —, ao final, ela se revela feito a voz que não apenas narra a própria evolução, mas que a habita com a plenitude de quem fincou raízes na filosofia.
    Este livro buscou registrar o momento exato em que o "asfalto e a geada" deram lugar às bênçãos eternais. O relacionamento com as tradições, o som do saxofone e do órgão ecoando próximos ao poço artesiano, e o batismo que lavou as sombras do passado, são os marcos de uma aliança que transcende o plano material. Maya e Théo deixaram de ser artistas capturando frações de mundo para se tornarem, eles mesmos, a própria substância de uma história escrita sob as asas do nosso amigo, Jesus.
    Que estas páginas sirvam de abrigo para os que ainda se sentem "estrangeiros na própria identidade" e que a fé praticada por este casal alcance o coração de cada leitor. O verdadeiro encanto da ancestralidade, afinal, começa no momento preciso em que fechamos esta escrita e descobrimos que o nosso habitat não é o lugar onde nascemos, mas o lugar onde Deus nos permite respirar o encontro com  vento, todos os dias de nossas vidas, unidas. Sob as inumeráveis dádivas celestiais daquele que recebe o nosso louvor, seguimos pela paz.


 


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Prefácio do livro Crônica amorosa – Why Me, de J Occhi, O Poeta da Amazônia. Onde a escrita adentra feito torrente pela floresta misteriosa, abriga os diamantes da carne e firma-se na arquitetura do amor.

Prefácio

 

E

ste livro nasceu dos segredos deixados na mesa, das lágrimas de alegria que iluminam a composição diária dessas memórias, das mãos que percorrem o rosto com extrema delicadeza e magnitude espacial. Em Crônica Amorosa - Why Me, cada página é feita de espelhos d’água despertando os propósitos e as metáforas em metamorfoses que se prolongam; de taças erguidas nos vinhedos e lembranças que o tempo não deleta.

Votos e sonhos de Ano Bom surgem no reduto da saudade, ensinando a agir certo antes que o mundo se esgote. A dinâmica revela aprendizado; o sentimento renasce feito semente no coração, pronta para abraçar a face da sorte compartilhável a dois.

Sentidos, abraços e beijos se entrelaçam com a nostalgia de ouvir um sim, da mulher que desfila beleza e harmonia sensual, despertando desejos e fazendo o corpo querer sempre mais desse louco reencontro não programado. Aqui, a experiência do amor é vulcânica, sensata e palpável, basta se permitir emplacar o traçado dessa viagem sensorial, surreal.

E, na dança dos olhares que se encontram, o tempo se curva e cede lugar às amerissagens; as escritas tornam-se ponte entre o ontem, o hoje e o amanhã; a embarcação transforma-se em promessa de dias melhores, convertendo a lembrança em águas que amam buscar o reencontro com o mar.

 Vinícius Almeida Moraes

Vilhena, Rondônia, 2026

 


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Pósfácio do livro BossTião – Amores e Caminhos, de J Occhi, O Poeta da Amazônia, onde a palavra corre feito um rio pela selva úmida, abriga os diamantes da alma e ancora-se na psicofilosofia humana.

Posfácio

 Rodrigo Quandt Behringer

 BossTiâo é daqueles homens que surgem apenas uma vez na vida: raízes profundas, alma generosa e olhar capaz de decifrar os mistérios do mundo. Ele largou a Medicina para viver a plenitude da existência — a vida sentida em cada gesto, os amores genuínos, a amizade que ergue pontes invisíveis e o respeito que sustenta todas as coisas.

A trajetória de BossTiâo se revela em quatro movimentos, quatro estações que pintam sua história com cores, aromas, sons e sensações.

Na primavera, ele entra na padaria ao amanhecer, sentindo o aroma do café fresco misturar-se ao cheiro da terra molhada. Ao lado de um senhor com chapéu de palha, aprende que a vida se aprecia com calma, e sorri, saboreando cada instante. Na fazenda de um velho amigo, a noite traz estrelas e modas de viola, e BossTiâo canta histórias do mundo, risos e lágrimas misturados a uma harmonia que só quem sente a vida consegue compreender. Cada melodia, cada conversa, cada gesto de amizade desperta a esperança e a leveza do novo.

No verão, o calor invade o campo e a cidade. No bairro velho, o sax de BossTiâo se ergue entre postes amarelos e paredes grafitadas, fazendo o chão tremer com notas que atravessam a noite. Nos luais da praia, mistura rock e moda de viola, fazendo o público dançar descalço, sentindo a fusão do urbano com o rural, do antigo com o moderno. Entre rios e estradas de terra, cada melodia improvisada acompanha a poeira, o vento e os caminhos que levam a todos os lugares e a lugar nenhum. Cada brinde com vinho gelado, cada história compartilhada, transforma os dias em festa e os encontros em eternidade.

O outono chega com folhas secas que dançam na beira das estradas. BossTiâo caminha com mochila leve, refletindo sobre escolhas feitas e por fazer, enquanto sente a terra úmida e fala com o mundo interior. À beira do rio iluminado pela lua cheia, promete proteger a natureza e viver com o coração aberto. Nas festas da roça, a música improvisada e a guitarra dedilhada envolvem amigos e familiares, unindo tradição e criatividade, lembranças e sonhos. Cada instante é um aprendizado, cada gesto, um elo que conecta vidas.

No inverno, a apoteose da existência se revela. No rancho afastado da Patagônia, a lareira aquece corpos e corações, enquanto BossTiâo e Tininha se enroscam em cobertores, sentindo que o frio lá fora não alcança a alma. O vinho tinto, o cordeiro assado e a música suave transformam noites geladas em rituais de calor humano. Em viagens pelo mundo — trem bala na Suíça, chalés com chocolate quente e paisagens nevadas — cada abraço, cada gesto, cada melodia improvisada torna-se uma sinfonia de amor e amizade. Os amigos de ouro, os risos, as confidências e a poesia que nasce no jardim secreto completam o coro final, uma celebração de tudo que é verdadeiro, eterno e luminoso na vida.

Dono de um rancho herdado e do coração aberto, BossTiâo mistura a rusticidade do campo com a elegância das cidades, mantém a alma firme na floresta amazônica e nas ruas de Londrina, e atravessa o mundo carregando a poesia da vida em cada gesto. Este livro é um convite a mergulhar nesse universo sensorial, ouvir a sinfonia das estações e perceber que o luxo mais sublime é ser livre para amar, sonhar, criar e compartilhar cada fôlego da vida.


 


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Prefácio do livro “Águas do Bem-Querer - Peace”, de J Occhi, O Poeta da Amazônia, onde a palavra corre pelas águas da vida, acende a luminescência do espírito e encontra ancoradouro na imaginação humana.

Prefácio

        Alguns livros contam histórias, outros nos devolvem àquilo que somos enquanto sonhamos acordados. “Águas do Bem-Querer – Peace” não é apenas um romance sobre encontro, rio e destino. É uma travessia, uma narrativa que compreende algo raro na literatura contemporânea: o amor enquanto escolha madura, distante da fuga; a fé presente em íntimo recolhimento, livre de imposições; a natureza elevada à condição de guia, jamais reduzida a simples cenário. 
Desde as primeiras páginas, somos conduzidos pela correnteza de um homem que parte sem saber exatamente o que procura — e encontra mais do que poderia planejar. Ele acredita que viaja para pescar, para cumprir um roteiro simples, para colecionar histórias à beira d’água. Mas o rio ensina outra lição: pescar é preciso, mas viver é inevitável. E viver, aqui, significa amar, permanecer, escolher.
  O Rio Paraguai, chega no Rio Paraná, um vasto estuário que se abre para o Atlântico; correm feito metáforas de um néctar cósmico. As águas ensinam, as margens acolhem, a cheia transborda, e o coração aprende a flutuar. Joshua não é herói de contos grandiosos; é amigo da permanência. Rose é muito mais que musa pantaneira; é decisão, é futuro. E Georgia, que chega feito um milagre, é a confirmação de que certos encontros não pertencem ao imaginário — Eles se conectam com o balanço natural das horas. 
Essa história de vida será construída com delicadeza, mas sem fragilidade. A paixão é intensa, porém digna. A juventude conversa com a maturidade. Jesus está por perto, Ele faz brotar a esperança, é o Senhor das bençãos. Vivemos tempos de amores descartáveis e partidas apressadas; este livro escolhe outro caminho: o de ficar, cuidar, o de reconstruir. E nisso reside sua força interior.
   As águas que chegam volumosas no Pantanal percorrem milhares de quilômetros até abraçar o oceano. Assim também são as pessoas verdadeiras: começam quase invisíveis, mas, quando se percebe, já transformaram o mundo. Que este romance encontre muitos leitores, que cada um reconheça em suas páginas o próprio rio, e que, ao final, compreenda que amar é ter a liberdade de aprender e permanecer, isso faz parte do jogo. Alguns algoritmos secretos podem nortear a Paz. A maré sobe inexoravelmente nos braços da felicidade.

Vinícius Almeida Moraes
Vilhena, Rondônia, 2026

 


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Prefácio do livro “Atmosfera — Alive”, de J Occhi, O Poeta da Amazônia, onde a palavra desce ao íntimo do ser, retorna em chama criadora e faz amor com a imaginação.

Livros nascem com a passagem dos primeiros ventos: amplos, cheios de mundo, capazes de transformar quem os adentra. “Atmosfera - Alive” pertence a esse horizonte explícito. No compasso das metamorfoses que observo em meu pai, descubro que a juventude é bem mais que espaço e alternativa, mas beira o foco, a sorte e a nostalgia elementar. A borboleta que viaja, pousa, se alimenta e encanta. Nesse movimento diário, mapeado pela inspiração, o autor traduz a vida para nós - com a leveza de quem costuma escrever sob os céus a lua cheia.

 

Cada página desta alameda quântica realiza uma alquimia interior. Onde o sol encontra repouso, a alma filtra as maçãs; o olhar reconhece na paisagem um portal e, ao atravessá-lo, amplia-se. Cresci às margens desse pincelar de reinvenção, dessa lucidez que brota no terreno fértil das experiências e deságua, serena, na compreensão do universo. Nada se encerra; tudo se dilata. O mundo cabe numa trilha suave de saxofone, atravessando o solo fértil e esculpindo, com amor, a boa e privilegiada percepção humana. É absolutamente: tudo pela paz!

 

Seguimos, pai e filho, aprendizes das mesmas lições e vibes. Paixões unidas não apenas pelo sangue, mas pelo prazer de partilhar companhia, visão, afeto e descoberta. Nesta obra, o leitor encontrará aquilo que sempre percebi de perto: um voo psicofilosófico, poesia em território pulsante, existência qual aquífero que se preserva e revela novas camadas de arte e sorte. Que estas páginas despertem em você a chama que também me habita: a convicção de que viver não consiste apenas em respeitar a selva, mas em expandir a consciência até tocar o infinito do próprio ser. O sabiá-laranjeira prepara o ninho com alegria.

 

Vinícius Almeida Moraes

Vilhena, Rondônia, 2026




 


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Prefácio do livro “Um pouco mais - Daylight”, de J Occhi, O Poeta da Amazônia, em que a palavra se torna travessia entre consciência, tempo e luz.

Nasceu do vento que acaricia o verde, onde cada aurora revela um enigma ancestral. Lembra a chama que não se vê, do afago que pela linha do tempo abstrai-se a paz. Neste livro, o algoritmo do prazer é ouro e prata; uma lavoura onde o fruto é alegria, e a pétala respira poesia. Em cada estrofe dá para sentir que a vida não se explica: ela ama ser arte, à semelhança do raio matinal, sobre o rosto da epiderme nua, atemporal.

 

Em ‘Um pouco mais - Daylight’, o efêmero se expande em um corpo de luz que flutua. O tempo não corre - ele aprende a ouvir. A claridade se faz gesto, o olhar encontra abrigo, e o corpo traduz o idioma da brisa. Neste ponto, entre o som e o invisível, onde o amor se refaz, simples e inteiro, à semelhança de quem retorna para casa trazendo vida nova.

 

Tudo que se move aqui emergiu do secreto - do desejo que germina, do perfume que anuncia a entrega. Cada escrita abre um portal de passagem, um respiro entre o humano e o sagrado. Nada se conclui, tudo se metamorfoseia: a ternura se renova por frequência, o coração se desnuda sem pudor, e a alma renasce de bem com a vida - na suavidade da luz.

 

Vinícius Almeida Moraes

Vilhena, Rondônia, 2025


 


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Junto a rastros que tecem arte e obra literária, sinto cada gesto do livro pulsar na pele e na alma; parece que meu próprio coração subentende, em cada palavra, a presença viva de quem o escreveu. Quero ver-te, preciso beijar-te, mas o vento dissipa teus rastros. Habitas na fase de uma orquídea rara, onde meu corpo ainda não consegue tocar. Sigo caminhos que se perfazem, leitos que inventam novas margens, e meu coração, paciente e esperançoso, acompanha o movimento das distâncias. Averiguar cada espaço povoado que a espera, ademais, é uma baita fonte de Gênese.

 

As nuvens guardam segredos que não alcanço, o céu curva-se sobre rios que abraçam oceanos, e cada passo no escuro, em estágio prolongado, carrega a promessa de reencontro junto ao farol. Em ‘subentendido - Sky of Love’, sinto que cada palavra desfrutada é perfume, cada lacuna é ponte, e todo encontro possível é uma travessia entre corpo, alma e emoção; cada linha escrita desta obra se transforma em mão que guia, voz que convida, luz que revela o lado escuro da lua nua quando é dia no sol.

 

Este registro é um convite a percorrer os caminhos invisíveis do amor, a sentir a paciência da intensidade desejável, por descobrir a beleza nobre que se oculta entre o vento, a luz e a melodia do momento. Quem se permitir mergulhar nesta fruição encontrará o êxtase de amar e ser amado, entre o afago das mãos, a distância e o horizonte, perceberá que nos gestos da poesia, cada palavra, é ponte, viagem ou retorno, que, ao final, pode ser a arte de meu Amado Pai a nos conduzir por este mapa de sensações, sustentando o gosto pela vida, quando a biosfera baixa a radiância do presente.

 

Vinícius Almeida Moraes

Vilhena, Rondônia, 2025


 


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