0


Prefácio do livro Crônica amorosa – Why Me, de J Occhi, O Poeta da Amazônia. Onde a escrita adentra feito torrente pela floresta misteriosa, abriga os diamantes da carne e firma-se na arquitetura do amor.

Prefácio

 

E

ste livro nasceu dos segredos deixados na mesa, das lágrimas de alegria que iluminam a composição diária dessas memórias, das mãos que percorrem o rosto com extrema delicadeza e magnitude espacial. Em Crônica Amorosa - Why Me, cada página é feita de espelhos d’água despertando os propósitos e as metáforas em metamorfoses que se prolongam; de taças erguidas nos vinhedos e lembranças que o tempo não deleta.

Votos e sonhos de Ano Bom surgem no reduto da saudade, ensinando a agir certo antes que o mundo se esgote. A dinâmica revela aprendizado; o sentimento renasce feito semente no coração, pronta para abraçar a face da sorte compartilhável a dois.

Sentidos, abraços e beijos se entrelaçam com a nostalgia de ouvir um sim, da mulher que desfila beleza e harmonia sensual, despertando desejos e fazendo o corpo querer sempre mais desse louco reencontro não programado. Aqui, a experiência do amor é vulcânica, sensata e palpável, basta se permitir emplacar o traçado dessa viagem sensorial, surreal.

E, na dança dos olhares que se encontram, o tempo se curva e cede lugar às amerissagens; as escritas tornam-se ponte entre o ontem, o hoje e o amanhã; a embarcação transforma-se em promessa de dias melhores, convertendo a lembrança em águas que amam buscar o reencontro com o mar.

 Vinícius Almeida Moraes

Vilhena, Rondônia, 2026

 


0




Pósfácio do livro BossTião – Amores e Caminhos, de J Occhi, O Poeta da Amazônia, onde a palavra corre feito um rio pela selva úmida, abriga os diamantes da alma e ancora-se na psicofilosofia humana.

Posfácio

 Rodrigo Quandt Behringer

 BossTiâo é daqueles homens que surgem apenas uma vez na vida: raízes profundas, alma generosa e olhar capaz de decifrar os mistérios do mundo. Ele largou a Medicina para viver a plenitude da existência — a vida sentida em cada gesto, os amores genuínos, a amizade que ergue pontes invisíveis e o respeito que sustenta todas as coisas.

A trajetória de BossTiâo se revela em quatro movimentos, quatro estações que pintam sua história com cores, aromas, sons e sensações.

Na primavera, ele entra na padaria ao amanhecer, sentindo o aroma do café fresco misturar-se ao cheiro da terra molhada. Ao lado de um senhor com chapéu de palha, aprende que a vida se aprecia com calma, e sorri, saboreando cada instante. Na fazenda de um velho amigo, a noite traz estrelas e modas de viola, e BossTiâo canta histórias do mundo, risos e lágrimas misturados a uma harmonia que só quem sente a vida consegue compreender. Cada melodia, cada conversa, cada gesto de amizade desperta a esperança e a leveza do novo.

No verão, o calor invade o campo e a cidade. No bairro velho, o sax de BossTiâo se ergue entre postes amarelos e paredes grafitadas, fazendo o chão tremer com notas que atravessam a noite. Nos luais da praia, mistura rock e moda de viola, fazendo o público dançar descalço, sentindo a fusão do urbano com o rural, do antigo com o moderno. Entre rios e estradas de terra, cada melodia improvisada acompanha a poeira, o vento e os caminhos que levam a todos os lugares e a lugar nenhum. Cada brinde com vinho gelado, cada história compartilhada, transforma os dias em festa e os encontros em eternidade.

O outono chega com folhas secas que dançam na beira das estradas. BossTiâo caminha com mochila leve, refletindo sobre escolhas feitas e por fazer, enquanto sente a terra úmida e fala com o mundo interior. À beira do rio iluminado pela lua cheia, promete proteger a natureza e viver com o coração aberto. Nas festas da roça, a música improvisada e a guitarra dedilhada envolvem amigos e familiares, unindo tradição e criatividade, lembranças e sonhos. Cada instante é um aprendizado, cada gesto, um elo que conecta vidas.

No inverno, a apoteose da existência se revela. No rancho afastado da Patagônia, a lareira aquece corpos e corações, enquanto BossTiâo e Tininha se enroscam em cobertores, sentindo que o frio lá fora não alcança a alma. O vinho tinto, o cordeiro assado e a música suave transformam noites geladas em rituais de calor humano. Em viagens pelo mundo — trem bala na Suíça, chalés com chocolate quente e paisagens nevadas — cada abraço, cada gesto, cada melodia improvisada torna-se uma sinfonia de amor e amizade. Os amigos de ouro, os risos, as confidências e a poesia que nasce no jardim secreto completam o coro final, uma celebração de tudo que é verdadeiro, eterno e luminoso na vida.

Dono de um rancho herdado e do coração aberto, BossTiâo mistura a rusticidade do campo com a elegância das cidades, mantém a alma firme na floresta amazônica e nas ruas de Londrina, e atravessa o mundo carregando a poesia da vida em cada gesto. Este livro é um convite a mergulhar nesse universo sensorial, ouvir a sinfonia das estações e perceber que o luxo mais sublime é ser livre para amar, sonhar, criar e compartilhar cada fôlego da vida.


 


0



Prefácio do livro “Águas do Bem-Querer - Peace”, de J Occhi, O Poeta da Amazônia, onde a palavra corre pelas águas da vida, acende a luminescência do espírito e encontra ancoradouro na imaginação humana.

Prefácio

        Alguns livros contam histórias, outros nos devolvem àquilo que somos enquanto sonhamos acordados. “Águas do Bem-Querer – Peace” não é apenas um romance sobre encontro, rio e destino. É uma travessia, uma narrativa que compreende algo raro na literatura contemporânea: o amor enquanto escolha madura, distante da fuga; a fé presente em íntimo recolhimento, livre de imposições; a natureza elevada à condição de guia, jamais reduzida a simples cenário. 
Desde as primeiras páginas, somos conduzidos pela correnteza de um homem que parte sem saber exatamente o que procura — e encontra mais do que poderia planejar. Ele acredita que viaja para pescar, para cumprir um roteiro simples, para colecionar histórias à beira d’água. Mas o rio ensina outra lição: pescar é preciso, mas viver é inevitável. E viver, aqui, significa amar, permanecer, escolher.
  O Rio Paraguai, chega no Rio Paraná, um vasto estuário que se abre para o Atlântico; correm feito metáforas de um néctar cósmico. As águas ensinam, as margens acolhem, a cheia transborda, e o coração aprende a flutuar. Joshua não é herói de contos grandiosos; é amigo da permanência. Rose é muito mais que musa pantaneira; é decisão, é futuro. E Georgia, que chega feito um milagre, é a confirmação de que certos encontros não pertencem ao imaginário — Eles se conectam com o balanço natural das horas. 
Essa história de vida será construída com delicadeza, mas sem fragilidade. A paixão é intensa, porém digna. A juventude conversa com a maturidade. Jesus está por perto, Ele faz brotar a esperança, é o Senhor das bençãos. Vivemos tempos de amores descartáveis e partidas apressadas; este livro escolhe outro caminho: o de ficar, cuidar, o de reconstruir. E nisso reside sua força interior.
   As águas que chegam volumosas no Pantanal percorrem milhares de quilômetros até abraçar o oceano. Assim também são as pessoas verdadeiras: começam quase invisíveis, mas, quando se percebe, já transformaram o mundo. Que este romance encontre muitos leitores, que cada um reconheça em suas páginas o próprio rio, e que, ao final, compreenda que amar é ter a liberdade de aprender e permanecer, isso faz parte do jogo. Alguns algoritmos secretos podem nortear a Paz. A maré sobe inexoravelmente nos braços da felicidade.

Vinícius Almeida Moraes
Vilhena, Rondônia, 2026

 


0


Prefácio do livro “Atmosfera — Alive”, de J Occhi, O Poeta da Amazônia, onde a palavra desce ao íntimo do ser, retorna em chama criadora e faz amor com a imaginação.

Livros nascem com a passagem dos primeiros ventos: amplos, cheios de mundo, capazes de transformar quem os adentra. “Atmosfera - Alive” pertence a esse horizonte explícito. No compasso das metamorfoses que observo em meu pai, descubro que a juventude é bem mais que espaço e alternativa, mas beira o foco, a sorte e a nostalgia elementar. A borboleta que viaja, pousa, se alimenta e encanta. Nesse movimento diário, mapeado pela inspiração, o autor traduz a vida para nós - com a leveza de quem costuma escrever sob os céus a lua cheia.

 

Cada página desta alameda quântica realiza uma alquimia interior. Onde o sol encontra repouso, a alma filtra as maçãs; o olhar reconhece na paisagem um portal e, ao atravessá-lo, amplia-se. Cresci às margens desse pincelar de reinvenção, dessa lucidez que brota no terreno fértil das experiências e deságua, serena, na compreensão do universo. Nada se encerra; tudo se dilata. O mundo cabe numa trilha suave de saxofone, atravessando o solo fértil e esculpindo, com amor, a boa e privilegiada percepção humana. É absolutamente: tudo pela paz!

 

Seguimos, pai e filho, aprendizes das mesmas lições e vibes. Paixões unidas não apenas pelo sangue, mas pelo prazer de partilhar companhia, visão, afeto e descoberta. Nesta obra, o leitor encontrará aquilo que sempre percebi de perto: um voo psicofilosófico, poesia em território pulsante, existência qual aquífero que se preserva e revela novas camadas de arte e sorte. Que estas páginas despertem em você a chama que também me habita: a convicção de que viver não consiste apenas em respeitar a selva, mas em expandir a consciência até tocar o infinito do próprio ser. O sabiá-laranjeira prepara o ninho com alegria.

 

Vinícius Almeida Moraes

Vilhena, Rondônia, 2026




 


Copyright © 2009 J Occhi, Poeta da Amazônia All rights reserved. Theme by Laptop Geek. | Bloggerized by FalconHive. Distribuído por Templates