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Prefácio do livro “Águas do Bem-Querer - Peace”, de J Occhi, O Poeta da Amazônia, onde a palavra corre pelas águas da vida, acende a luminescência do espírito e encontra ancoradouro na imaginação humana.

Prefácio

        Alguns livros contam histórias, outros nos devolvem àquilo que somos enquanto sonhamos acordados. “Águas do Bem-Querer – Peace” não é apenas um romance sobre encontro, rio e destino. É uma travessia, uma narrativa que compreende algo raro na literatura contemporânea: o amor enquanto escolha madura, distante da fuga; a fé presente em íntimo recolhimento, livre de imposições; a natureza elevada à condição de guia, jamais reduzida a simples cenário. 
Desde as primeiras páginas, somos conduzidos pela correnteza de um homem que parte sem saber exatamente o que procura — e encontra mais do que poderia planejar. Ele acredita que viaja para pescar, para cumprir um roteiro simples, para colecionar histórias à beira d’água. Mas o rio ensina outra lição: pescar é preciso, mas viver é inevitável. E viver, aqui, significa amar, permanecer, escolher.
  O Rio Paraguai, chega no Rio Paraná, um vasto estuário que se abre para o Atlântico; correm feito metáforas de um néctar cósmico. As águas ensinam, as margens acolhem, a cheia transborda, e o coração aprende a flutuar. Joshua não é herói de contos grandiosos; é amigo da permanência. Rose é muito mais que musa pantaneira; é decisão, é futuro. E Georgia, que chega feito um milagre, é a confirmação de que certos encontros não pertencem ao imaginário — Eles se conectam com o balanço natural das horas. 
Essa história de vida será construída com delicadeza, mas sem fragilidade. A paixão é intensa, porém digna. A juventude conversa com a maturidade. Jesus está por perto, Ele faz brotar a esperança, é o Senhor das bençãos. Vivemos tempos de amores descartáveis e partidas apressadas; este livro escolhe outro caminho: o de ficar, cuidar, o de reconstruir. E nisso reside sua força interior.
   As águas que chegam volumosas no Pantanal percorrem milhares de quilômetros até abraçar o oceano. Assim também são as pessoas verdadeiras: começam quase invisíveis, mas, quando se percebe, já transformaram o mundo. Que este romance encontre muitos leitores, que cada um reconheça em suas páginas o próprio rio, e que, ao final, compreenda que amar é ter a liberdade de aprender e permanecer, isso faz parte do jogo. Alguns algoritmos secretos podem nortear a Paz. A maré sobe inexoravelmente nos braços da felicidade.

Vinícius Almeida Moraes
Vilhena, Rondônia, 2026

 


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