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Prefácio do livro “Um pouco mais - Daylight”, de J Occhi, O Poeta da Amazônia, em que a palavra se torna travessia entre consciência, tempo e luz.

Nasceu do vento que acaricia o verde, onde cada aurora revela um enigma ancestral. Lembra a chama que não se vê, do afago que pela linha do tempo abstrai-se a paz. Neste livro, o algoritmo do prazer é ouro e prata; uma lavoura onde o fruto é alegria, e a pétala respira poesia. Em cada estrofe dá para sentir que a vida não se explica: ela ama ser arte, à semelhança do raio matinal, sobre o rosto da epiderme nua, atemporal.

 

Em ‘Um pouco mais - Daylight’, o efêmero se expande em um corpo de luz que flutua. O tempo não corre - ele aprende a ouvir. A claridade se faz gesto, o olhar encontra abrigo, e o corpo traduz o idioma da brisa. Neste ponto, entre o som e o invisível, onde o amor se refaz, simples e inteiro, à semelhança de quem retorna para casa trazendo vida nova.

 

Tudo que se move aqui emergiu do secreto - do desejo que germina, do perfume que anuncia a entrega. Cada escrita abre um portal de passagem, um respiro entre o humano e o sagrado. Nada se conclui, tudo se metamorfoseia: a ternura se renova por frequência, o coração se desnuda sem pudor, e a alma renasce de bem com a vida - na suavidade da luz.

 

Vinícius Almeida Moraes

Vilhena, Rondônia, 2025


 


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